Quando o calo financeiro aperta, a aquisição de roupas e sapatos e demais gastos supérfluos, são os primeiros a serem – com razão – cortados. E em uma sociedade que cada vez preza e clama mais por aparência e ostentação, a autoestima da grande maioria fica abalada quando não é possível mais acompanhar a moda, a onda e a tribo, e isso é só um dos fatores que vai abalando o nosso amor próprio de cada dia, Claro, há uma série de fatores, mas esse é um dos que influencia diretamente, principalmente no universo feminino.
Pensando nisso, e levando em conta que 2015 não está sendo um ano g$ordo para praticamente ninguém, eu tive uma ideia a partir de uma arrumação que fiz em casa semana passada.
A maioria de nós temos muitas roupas, sapatos e acessórios guardados que quase nunca usamos. Encasquetamos com os novos, temos necessidade de comprar novas peças, e com isso vamos entupindo nossos guarda-roupas com cada vez mais coisas que daqui algum tempo, serão os entulhos de amanhã da nossa rotina. Pensando nisso, me desafiei e convidei a blogueira Karen Vanessa e a personal style Ludmila Castro a participarem comigo do seguinte:
Durante 40 dias vamos usar apenas as peças que temos em nosso guarda-roupa, sem direito a repetir (com exceção dos adereços de inverno, como casacos, botas, meias e afins).

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Claro que está liberado fazer compras durante o #desafio40, tanto para nós como para quem quiser participar. Mas queremos mostrar o seguinte com essa proposta,
1 – Dá para se vestir bem usando apenas o que tem
2- Dá para lidar com a necessidade de consumo sem deixar que isso abale a nossa autoestima que as vezes fraca, sente precisão de novos objetos para se sentir completa.
3- Desapegar do que realmente não tem mais a ver com nossa realidade mas está ocupando espaço em nosso guarda-roupa e passar adiante as peças que  não nos cabe ou representa.
4- Fazer do desafio um processo de reforço do amor por nós mesmas.
O amor próprio é um dos grandes temas da terceira fase do meu livro. No decorrer do desafio, postaremos os textos com o tema, a Karen vai postar dicas de onde comprar barato em Goiânia, (pra quando a necessidade apertar ou o bolso estiver de acordo)  e a Ludmila dará dicas de combinação de cores com cada tipo de pele, que acessório combina com cada tipo de gola de roupa e coisas do gênero.
Ao final do desafio, sortearemos um Enquanto você não vem e uma consultoria da Ludmila Castro, que irá à casa da ganhadora(o) e fará uma consultoria de combinações de roupas que dão certo com o estilo da pessoa e que roupas precisam ser doadas por não ter mais não atender mais a necessidade do ganhador (a) em questão.
Para acompanhar meus looks, que serão postados diariamente, só seguir meu instagram @cacau__mila e/ou acompanhar a página Sons do Coração, no Facebook. As combinações da Lud, vocês poderão conferir através seu instagram (@Ludmilla_castro) ou sua página no Facebook. E para saber das dicas da Karen e ver seus looks, vocês podem conferir seu site (www.normalidadeincomum.com.br) com postagem com todos os looks da semana, toda segunda-feira.

Por aqui, continuarei com as postagens normais, com textos e novidades sobre o livro, e agora também, com um post semanal sobre o desafio todas as segundas.

A Karen, Lud e eu somos mulheres com estilos totalmente de nos vestirmos e lidarmos com a vida, e a intenção é também mostrar que em alguns aspectos, somos todos iguais, que a diversidade pode andar de mãos dadas, e que no “no amor, no auto-conhecimento e no caos, somos todos iguais”.

Para inspirar e mostrar o real sentido de tudo isso, deixo com vocês o texto “O encontro”, do Enquanto você não vem, para darmos o pontapé inicial do nosso #desafio40

 

O encontro

Ficou vários minutos parado observando aquela figura.

Observou o corpo, a expressão, o cabelo e até mesmo as rugas.

Enxergou ali alguém cansado, mas de uma vivacidade tão grande que contagiava. Emanava vida daquele meio sorriso que parecia estar sempre pendurado naqueles olhos. Não observou roupas, deixou-se hipnotizar somente pela alma.

E ali, olho no olho, sentiu crescer uma admiração crescente por aquele ser humano sem armaduras que conseguia ver através daquela alma, e num ato carregado de amor, coragem e toda sorte de sentimentos bons, deu um passo adiante e ofereceu o que sempre havia cobrado do mundo, pessoas e vida: amor.

Fechando os olhos se inclinou e sentiu na boca o gelo do toque. Retirou os lábios, deu um sorriso.

Olhou novamente pro espelho e naquele momento, sim, o início da sua vida existiu.

Enquanto você não vem, pg 147