Fingir que não quer, quando, na realidade quer.
Demonstrar indiferença, quando o coração está quase saindo pela boca…
Não ligar, mesmo estando com os dedos coçando de vontade de digitar os tais números que trarão o alívio sonhado ao coração…
Deveria ser mais fácil gostar…
Deveria ser mais fácil deixar-se gostar…

Mas não é!
Na teoria temos todas as formas e regras, passo a passo do que devemos ou não fazer, mas, basta o coração sentir aquele aperto singular para que toda nossa “cartilha” venha por água abaixo!
Metemos os pés pelas mãos,falamos o que teoricamente não deveríamos falar, ficamos meio que escravos dos nossos sentimentos e nos culpamos por agir de acordo com os mesmos… o impulso, coitado, torna-se nosso inimigo número 1 !
Nesses momentos, sinto uma enorme descrença por pensar que para que um relacionamento seja bem sucedido, implica em todos esse joguinhos.
Não ficar quando na realidade não queremos partir, não dormir de conchinha, mesmo sendo isso o que mais queríamos, não dizer:”senti sua falta”, apesar de ter no peito uma enorme e gritante saudade!
Maldito machismo enrustado!
Malditas regras bobas!
Maldito medo!
Deveria ser mais simples gostar…juro, deveria!
No que tange a mim,tenho uma certeza: Entre jogar e me relacionar (de verdade),vou sempre preferir me RELACIONAR (mesmo que isso venha me custar algumas lágrimas).

“E de te amar assim tanto e amiúde,é que um dia de repente hei de morrer, por ter amado mais que pude” Vinícius de Moraes

Camila Lourenço