Tudo errado e certo. Em excesso e em falta.

Falta ar, sobra ansiedade. Falta juizo, sobra medo.
E meu estômago revira pelo avesso. E esse turbilhão começa ser meu beijo de bom dia e o banho pra dormir. E caminho a passos largos para o precipício. Sem proteção, despida, tremendo e com uma única certeza: eu vou saltar! (Acho que já saltei.)
O depois? Vai saber…
Talvez passe essa agonia de esquecer de não lembrar. Talvez não.
Talvez a vontade morra com a queda, ou talvez o vento a conquiste de uma tal forma que ela decida ficar e aumentar.
Uma soma de possiblidades. Uma diminuição da minha sanidade.
E do resto, eu não sei.
O que sei é que mesmo sendo “mal” você me faz bem. E disso eu tenho mais medo do que do abismo.
Camila Lourenço