Texto é como filho, a gente cria é pro mundo mesmo.
Quem me acompanha de perto, quer seja pessoalmente, ou pelo twitter, presenciou minha revolta recente quando num dia de bobeira resolvi pesquisar meu blog através de um desses programas que identificam plágios e encontrei zilhõõõõõõões de plágios de textos meus.

No dia fiquei p* da vida. Tentei ser educada nos blogs que encontrei, pedindo que adicionassem os créditos. Houve alguns blogs em que até a descrição do meu perfil apropriaram, assinando como deles. Enfim, claro, no final da noite eu já estava ainda mais puta e constatando que isso era um mal incombatível.
Fiz a lista de alguns blogs e pensei até em fazer uma postagem com os links, depois desisti de ideia, mas, já tinha deixado os tais comentários em algum ou outro blog, e eis que a dona de um deles, respondeu ontem.
Confesso que terminei a minha noite amargando meu impulso e meu ciúme dos textos, que obviamente, deixam de serem só meus no momento em que os transcrevo.
Sim, claro que como qualquer outro “escritor”, “blogueiro” – chamem como quiser – eu gosto de ver textos meus com o meu nome logo abaixo, creditado. Mas, também não sou nem a primeira nem a última pessoa do mundo que tem seus textos plagiados, e agora, falando francamente, nem sei se quem publica textos e não coloca autoria o faz na maldade. Talvez tenha só se identificado e queira tê-lo no seu canto também. Enfim…
Quando criança sempre vi minha mãe dizendo que o queria era que fôssemos felizes. Texto é assim, como filho. Portanto, quero que os meus filhos façam felizes quem os lê.
Ou seja, não me importo mais, não vou pesquisar mais se há ou não plágios, e de coração, deixo aberto, quem quiser copiar, pode copiar, e se não quiser colocar os créditos, pode ficar tranquilo, eu, a autora, não irei reclamar. Vai da consciência de quem está reblogando e caráter, meus amigos, não é coisa que se vende na padaria. Se não quiser colocar os créditos, coloque entre aspas, ameniza.
Esse blog é para o mundo mesmo. E se ele alcançou quem o leu a ponto da pessoa querer repassar, é porque o meu objetivo está sendo alcançado, com ou sem citação da autoria.
O meu sincero “me desculpe” aos que um dia divulgaram meus textos e se sentiram ofendidos pela possessividade com que me expressei com relação à divulgação dos mesmos.
Esse espaço aqui é tão meu quanto de quem me lê.
Beijo, e continuem blogados. 😉
Camila Lourenço